sábado, 12 de junho de 2010

Somos o que pensamos SER - Por Armando Correa de Siqueira Neto

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre toso réptil que se move sobre a terra. (Gênesis: 1:26)

Os nossos pensamentos têm poderosa força e são eles que colaboram ou não na elevada realização de nossa vida. Para uma mudança mental positiva é necessário extrair o que há de negativo em nossa mente dia após dia, pondo em seu lugar o que há de realmente positivo na construção de verdadeiros objetivos. Confiante que a natureza raramente falha. Os resultados demonstrarão uma mentalidade favorecedora, cuja estrutura foi formada por pensamentos construtivos, podendo assim, plantar o que quiser.

Quando desejamos muito um bem de qualquer espécie nós o adquirimos, levando-se em conta que o profundo e verdadeiro desejo determina a metade desta trajetória a ser percorrida. Querer de verdade e não apenas desejar superficialmente.

Além do desejo, o conhecimento e a observação fazem-se necessários. Nossas capacidades psicológicas vão além do que percebemos e pobremente avaliamos as possibilidades de crescimento. Crê-se que o “destino” limitante é inevitável, dificultando assim, a busca por uma forma de se viver cada vez mais em plenitude.

Muitas pessoas aparentam pesar constante em virtude da mentalidade que se lhes instalou. Observa-se algo de desvalorizante nos comportamentos. Há um estado de eterna fragilidade que aguarda o amparo. Ficar apenas se lamentando da má sorte é sofrer ainda mais. Esperar pelo milagre é somar frustração ao desespero, diferente de se ter fé para alimentar a perseverança.

Como esperar uma colheita sem ao menos ter plantado? E, pior, usar as sementes da pior qualidade será inevitável colher frutos ruins. É lei da natureza retribuir ao bom plantio com o melhor resultado, indo às vezes além das nossas expectativas.

Necessário se faz, com muita vontade e persistência, deixar o mau hábito de maldizer a tudo, coisa que retarda o desenvolvimento. O ardente desejo de melhorar e o reconhecimento do próprio estado faz parte do trabalho a ser realizado, com a finalidade de trocar o tipo de hábito mental.

É preciso compor novos objetivos à vida, reais e profundos. Aquilo que verdadeiramente toca a essência, no íntimo. Deve-se dedicar muita concentração aos novos passos dados, fazendo um levantamento acerca de tudo o que se pensa, requerendo honestidade e paciência para consigo mesmo. Não é fácil aceitar os próprios erros. Lembrar-se que cada pensamento é parte do todo mental. Logo, será desejável que esta parte integrante seja positiva, é claro!}

A meta é transformar o negativo em positivo, alertando que este processo ocorre cotidianamente. Da mesma forma que levou tempo para edificar o negativo, assim também ocorre para o positivo. Contudo, é suficiente iniciar esta verdadeira revolução interna para se obter as primeiras e gratificantes sensações.

A natureza nos é o grande exemplo para a observação: plantio-colheita. Se plantarmos batata, será batata que colheremos, não adiantando se lastimar, tendo, por engano, plantado uma coisa e desejar colher outra. Por exemplo: beterraba. Para tal, plantasse beterraba.

Percebe-se que o terreno mental funciona de forma similar. Se plantarmos o negativo, o colheremos. Plantemos o positivo para uma colheita favorável. Deve-se dar maior concentração a estes pensamentos para que se transformem em hábito.

Caminhar cegamente já ocupou tempo demasiado. Conforme observamos e dirigimos os pensamentos, nós os tornamos parte de nossa personalidade, expressando-a externamente através dos nossos comportamentos ou o jeito de ser.

Cabe ressaltar a importância de se manter em exercício tais atividades, uma vez que a continuidade é quem pode trazer os resultados que tanto se deseja. Pois, não perde a robustez ou porte atlético aquele que não mais se exercita?

Capacidade para superação de problemas e crescimento nos foi dada ao nascer. Eis a justiça das possibilidades que habita nosso interior, dependendo de como e até onde queremos ir, com fé, conhecimento e persistência. Este poder nos foi concedido pelo Criador, o qual nos concedeu vida a sua imagem e semelhança. Somos o que pensamos ser. Portanto, o que desejamos para nós?




* Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo, consultor, conferencista e escritor.